Neste oceano de iniqüidades somos obrigados a ver e conviver com tudo o que é inverdade. Ninguém escapa das chamadas autoridades de caráter pouco recomendável. Elas que nos levam ao deboche através de vergonhosa e verborrágica publicidade enganosa. E o que é mais grave é que uma grande massa acredita neles e os aplaudem, e outros por indisfarçável pusilanimidade fazem de conta que estão falando sério.
Vamos repassar algumas cretinices e atitudes maquiavélicas que vemos e ouvimos todos os dias e que vão rolando como se coisas decentes fossem. Lembremos, como primeiro exemplo escabroso do descaramento oficial, a questão dos juros. Os bancos, esses verdadeiros donos da parte maior da riqueza nacional, agem como se fossem conduzidos por gangsteres, tal a voracidade com que burlam as leis, subvertem a lógica, violentam os princípios éticos e, por esse caminho, subtraem montanhas de recursos de ricos, de pobres, de desesperados, de todos, através de juros escorchantes, criminosos, impiedosos.
Essa questão dos juros é o exemplo mais perfeito do banditismo creditício-financeiro desta república avacalhada. A nossa marca indelével é a do desrespeito e do assalto à economia das pessoas e das empresas. A contabilidade dos bancos não resistem a 10 minutos de uma auditoria séria. Dizer que eles, os bancos, corroem nossos recursos ostensiva e escandalosamente é dizer o mínimo. Chamá-los de sanguessugas é só um eufemismo.
Até em coisas simplórias como cumprir a lei – o estatuto dos idosos – eles agem como macacas de auditório de Bakunin, cometendo abertamente a desobediência civil – até isto.
É difícil saber se os nossos filhos – ou netos? – alcançarão melhores dias. Provável que não. Sabem por quê? Todos sabemos. A sabedoria genética será cúmplice da deletéria hereditariedade, ou seja, dos netos e bisnetos de Sarney, de Daniel Dantas, de Collor e outros desse time, nascerão outros belos exemplares aprendizes da arte de escamotear a verdade, enobrecer o nepotismo e tornar a pilhagem uma instituição divina. Nesse caso, qual será o nosso futuro?

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